LITERATURA
INFANTIL: UM CAMINHO PARA O PRAZER DA LEITURA.
Francisca Deusina de Carvalho[1]
Josiane Rodrigues Ramos de Oliveira[2]
Josivam Rodrigues Ramos da Costa[3]
RESUMO:
O
presente artigo vem tratar de um tipo de leitura que vem chamando a atenção tanto
de crianças como também de adultos. É a leitura do conto, do mágico, da lenda,
enfim, de leitura agradável que prende a atenção mesmo sem querer pela sua
associação com a Pedagogia, onde o incentivo por suas leituras têm desenvolvido
e motivado as pessoas a adquirirem o gosto e o hábito de ler: trata-se da
Literatura Infantil. A leitura e a literatura infantil têm se constituído em
grandes referências para o desenvolvimento da criança. Percebe-se que a criança
começa a formar sua leitura de mundo e despertar para rabiscos, traços e
desenhos desde cedo. Cabe então enfatizar que se faz necessário colocá-las em
contato com a literatura de maneira prazerosa. Um caminho a ser percorrido
nesse aspecto é a exploração criativa da Literatura Infantil. O rótulo literatura
infantil é questionado, pois ela pode agradar não só as crianças como, muitas
vezes, aos adultos, desenvolvendo nelas, entre outras coisas, a imaginação, a
criatividade, a expressão das idéias e o prazer pela leitura. A literatura
valoriza o desenvolvimento infantil como critérios para seleção de livros que o
pequeno leitor irá manusear. Sendo assim, é muito importante a disponibilização
de várias obras ao alcance de crianças, sejam elas utilizando ou lidos por
adultos, desta forma a criança aprende a gostar de ver, ler e ouvir textos e
histórias, tornando assim um hábito saudável e interessante.
Palavras Chave: Leitura -
Literatura Infantil - Prazer - Hábito.
ABSTRACT:
The present article comes
to deal with a type of reading that comes in such a way calling the attention
children as well as of adults. It is the reading of the story, the magician,
the legend, at last, of pleasant reading that arrests the same attention without
wanting for its association with the Pedagogia, where the incentive for its
readings have developed and motivated the people to acquire the taste and the
habit to read: one is about Infantile Literature. The reading and infantile
literature if have constituted in great references for the development of the
child. One perceives that the child starts to form its reading of world and
wakening for scribbles, traces and drawings since early. It fits then to
emphasize that one becomes necessary to place them in contact with the
literature in pleasant way. A way to be covered in this aspect is the creative
exploration of infantile literature. The label infantile literature is
questioned, therefore it can not only please the children as, many times, to
the adults, developing in them, among others things, the imagination, the
creativity, the expression of the ideas and the pleasure for the reading.
Literature values the infantile development as criteria for book election that
the small reader will go to handle. Being thus, the disponibilização of some
workmanships to the reach of children is very important, is they using or read
by adults, in such a way the child learns to like to see, to read and to hear
texts and histories, thus becoming a healthful and interesting habit.
Words
Key: Reading - Infantile
Literature - Pleasure - Habit.
INTRODUÇÃO
Este artigo tem como objetivo,
refletir sobre alguns aspectos que levam as crianças ao gosto pela leitura.
Devido a isso se pensou em abordar a Literatura Infantil como forma de adquirir
hábito e prazer ao se utilizar de uma obra literária para ler, explicitando seu
valor e importância ao se trabalhar tanto na escola como disponibilizando às
crianças em casa.
A
história dos livros para crianças inicia-se na Europa, no final do século XVII
e durante o século XVIII. Antes dessa época não se escrevia para elas porque
não existia infância. A criança era tratada como miniatura de adulto. Só em
meio a idade moderna é que surgiu a concepção de uma faixa etária diferenciada,
a partir de uma valorização que a criança passou a receber com interesses
próprios, voltados especificamente para elas, que necessitavam de educação
adequada, que a preparasse para a vida adulta.
A Literatura Infantil no Brasil teve
início em fins do século XIX. Até ali prevaleceu a literatura oral, onde
misticismo e folclore se somavam a elementos indígenas, europeus e africanos. E
foi em 1921 que nosso grande Monteiro Lobato estreou, com Narizinho arrebitado,
apresentando ao mundo Emília, a mais moderna e encantadora fada humanizada. Foi
ele que abriu caminho para que as inovações da Literatura adulta atingissem
também a infantil, abrindo espaço ainda para o surgimento de muitos outros
escritores de talento que se dedicaram às obras infantis. A partir daí o livro
infantil passa ser entendido como uma mensagem entre um autor-adulto e leitor-criança.
Nessa situação o ato de ler (ou de ouvir), se transforma em um ato de
aprendizagem.
Também
mostra que a Literatura Infantil pode ser considerada como arte, pois a maneira
como o leitor a interpreta é que faz a diferença, gerando curiosidade e interesse
para desvendar os segredos das histórias, do mágico, da fantasia, enfim, além
de facilitar a expressão de idéias, transformando assim em aprendizagem. Por
isso se considera muito importante que os adultos leiam e contem histórias às
crianças. São elas as principais interessadas pelo mundo mágico do conto, mas
não significa que o adulto também não possa se interessar por esse tipo de
leitura, já a Literatura Infantil é gostosa de ler e empolgante, pois chama e
prende a atenção de quem a ler.
Utilizar
de uma obra literária infantil não significa que está se infantilizando, pois o
que esse gênero mais transmite é emoção, prazer e diversão, já que a rotina
cotidiana não proporciona muitos momentos desse tipo.
Quanto
às crianças, elas já chegam na escola com uma maneira própria de ler, pois as
que tiveram contato com obras literárias, ou ouviram de sua famílias contos ou
histórias, tem uma identificação e melhor aceitação com o momento da leitura.
Mesmo antes de saber ler, elas lêem desenhos, fazendo leitura visual
desenvolvendo a imaginação, a oralidade e a criatividade para assimilar a
imagem com a história.
LITERATURA
INFANTIL (BREVE HISTÓRICO)
O impulso de
contar histórias deve ter nascido no homem, no momento em que ele sentiu
necessidade de comunicar aos outros alguma experiência sua, que poderia ter
significação para todos. Não há povo que não se orgulhe de histórias, tradições
e lendas, pois são a expressão de sua cultura e devem ser preservadas.
Concentra-se aqui a íntima relação entre a literatura e a oralidade.
Em
seus primórdios, a Literatura foi essencialmente fantástica. Nessa época era
inacessível à humanidade o conhecimento científico dos fenômenos da vida
natural ou humana, assim sendo o pensamento mágico dominava em lugar da lógica que
conhecemos. A essa fase mágica, e já revelando preocupação crítica às relações
humanas ao nível do social, correspondem as fábulas. Compreende-se, pois,
porque essa literatura arcaica acabou se transformando em Literatura Infantil:
a natureza mágica de sua matéria atrai espontaneamente as crianças.
A
história dos livros para crianças inicia-se na Europa, no final do século XVII
e durante o século XVIII. Antes dessa época não se escrevia para elas porque
não existia infância. A criança era tratada como miniatura de adulto. Só em
meio a idade moderna é que surgiu a concepção de uma faixa etária diferenciada,
a partir de uma valorização que a criança passou a receber com interesses
próprios, voltados especificamente para elas, que necessitavam de educação adequada,
que a preparasse para a vida adulta.
O
caminho para redescoberta da Literatura Infantil se deu no século XX, sendo
aberto pela Psicologia experimental, que revelando a inteligência como elemento
estruturador do universo que cada indivíduo constrói dentro de si, chama a
atenção para os diferentes estágios de seu desenvolvimento, sendo necessário
adequar os textos para as diversas etapas: Pré-leitor - categoria inicial que
abrange duas fases: primeira infância (15 meses aos 3 anos) e segunda infância
(a partir de 2/3 anos) o Leitor iniciante (a partir de 6/7 anos) fase da
aprendizagem da leitura. O Leitor em processo (8/9anos), fase em que a criança
já domina com facilidade o mecanismo da leitura. O Leitor fluente (10/11 anos),
fase de consolidação do domínio da leitura e da compreensão do mundo expresso
no livro. O Leitor crítico (12/13anos), fase de total domínio da leitura, da
linguagem escrita e capacidade de reflexão em maior profundidade.
A
Literatura Infantil no Brasil teve início em fins do século XIX. Até ali
prevaleceu a literatura oral, onde misticismo e folclore se somavam a elementos
indígenas, europeus e africanos. E foi em 1921 que nosso grande Monteiro Lobato
estreou, com Narizinho arrebitado, apresentando ao mundo Emília, a mais moderna
e encantadora fada humanizada. Foi ele que abriu caminho para que as inovações
da Literatura adulta atingissem também a infantil, abrindo espaço ainda para o
surgimento de muitos outros escritores de talento que se dedicaram às obras
infantis. A partir daí o livro infantil passa ser entendido como uma mensagem
entre um autor-adulto e leitor-criança. Nessa situação o ato de ler (ou de
ouvir), se transforma em um ato de aprendizagem.
LEITURA
E ARTE
Figura 1 Figura 2
O ato de leitura é uma atividade mental
que exige a interação de diferentes fatores. E é abordada como uma maneira de
se compreender e interpretar o mundo e não como uma mera decodificação de
sinais. Já a importância da Literatura Infantil como arte se dá por conceder à
criança várias interpretações, como se vê na figura 1.
Como se sabe, a leitura é um
processo de contínuo aprendizado, assim, salienta-se que desde cedo, é preciso
formar um leitor que tenha um envolvimento integral com aquilo que ele lê. De
maneira que a cada leitura, se possa adquirir mais profundidade e intimidade
com o texto, que se consiga estabelecer um diálogo, fazendo perguntas e
buscando respostas, seja o texto uma história, uma fábula, um conto de fadas ou
qualquer outro.
A
Literatura Infantil desenvolve não só a imaginação das crianças, como permite
que elas se coloquem como personagens das histórias, das fábulas e dos contos
de fada, além de facilitar a expressão de idéias.
De
acordo com Jean Piaget:
A
própria criança constrói seu conhecimento a partir de conhecimento anterior,
desde que suas estruturas mentais estejam prontas para relacioná-las
organizando-os de tal modo que cheguem a construir um conceito novo ou ampliar
um conceito anterior constituído. (JEAN PIAGET)
Sendo assim, o objetivo
da Literatura Infantil é o de formar leitores, pois por uma série de
características e fatores ela desempenha esse papel melhor do que a literatura
adulta, uma vez que é mais convidativo. Portanto é preciso oferecer às
crianças, oportunidades de leitura de forma convidativa e prazerosa, como
mostra a figura 2. E é nesse sentido que a Literatura Infantil vem assumir o
papel de conduzir as crianças não só à aprendizagem, mas permitindo que se
realize a leitura com fruição, Istoé, que se sinta o prazer no que está lendo.
Daí a importância dada
atualmente à iniciação lúdica do pré-leitor no mundo da literatura. Torna-se
claro que a formação do pequeno leitor deve começar bem cedo e prosseguir em
gradativo aprofundamento até o final de seu ciclo de estudos na escola, dessa
iniciação depende que o convívio essencial do educando com a leitura possa
continuar crescente pela vida afora.
LENDO
E APRENDENDO ATRAVÉS DE HISTÓRIAS
Figura
3
Figura 4
Conscientemente ou não,
a verdade é que todo discurso visa comunicar-se com alguém. Como vemos nas
figuras 3 e 4, na literatura popular e na infantil, o apelo ao ouvinte,
interlocutor ou leitor é muito freqüente. À medida que lemos um texto que nos
chama a atenção, essa mesma leitura vem trazer conhecimento de tudo o mais que
se relaciona com a leitura. É o que afirma Smith:
A
leitura fornece seu próprio retorno. Com a finalidade de aprender fazemos
previsões sobre o que vamos ler adiante, a fim de compreender, e construirmos
hipóteses sobre o que uma palavra específica ou um trecho do texto tem
probabilidade de significar. (FRANK SMITH - 1999 P. 88)
Mediante
a afirmação anterior, é muito importante o adulto dar exemplo de leitura
através de sua própria ação, sobretudo quando se lê histórias para crianças,
pois esse hábito é um dos maiores incentivos à leitura.
Muito
antes de entrar na escola, a criança ver, toca, ouve e dar respostas, devido a
isso se chega ao consenso de que a criança irá se interessar pela leitura a
partir do momento que o educador na escola e a família der acesso para o mesmo
descobrir o quanto é importante vivenciar e praticar o hábito de ler.
Mais
adiante Smith vem dizer ainda que não é preciso ter receio de ler para crianças
por medo delas se tornarem preguiçosas para lerem sozinhas, por isso é
importante ressaltar suas palavras:
As
crianças permitem que adultos ou outras crianças leiam para elas somente
enquanto não forem capazes de ler sozinhas. No momento em que desenvolvem a
competência da leitura, elas não permitirão que outra pessoa leia para elas.
(FRANK SMITH - 1999 P. 121)
Com
base nas palavras do autor, percebe-se que é realmente proporcionar momentos de
contos ou leituras de histórias, pois a vivência da leitura com momentos assim
se tornará hábito, criando então na criança o desejo de estar cotidianamente em
contato com a leitura, seja ela de qualquer forma, lida ou falda.
O CONTO DE FADAS, O
CONTO MARAVILHOSO E AS LENDAS
Figura 5
Figura 6
Em seus
primórdios, a Literatura foi essencialmente fantástica. Nessa época era
inacessível à humanidade o conhecimento científico dos fenômenos da vida
natural ou humana, assim sendo o pensamento mágico dominava em lugar da lógica
que conhecemos. Compreende-se, pois, porque essa literatura arcaica acabou se
transformando em Literatura Infantil: a natureza mágica de sua matéria atrai
espontaneamente as crianças, como se vê na figuras 5.
A Literatura Infantil é
destinada para as crianças, mas sabe-se que por ser de um gênero tão agradável,
chama a atenção dos adultos, pois suas leituras provocam emoções, dão prazer,
diverte e educa. Nelly Novaes Coelho diz que:
A
Literatura Infantil é, antes de tudo, literatura; ou melhor, é arte: fenômeno
de criatividade que representa o mundo, o homem, a vida, através da palavra.
Funde os sonhos e a vida prática, o imaginário e o real, os ideais e sua
possível/impossível realização... (COELHO 2000 P.27)
O
rótulo “literatura infantil” abarca, assim, modalidades bem distintas de
textos: desde os contos de fada, fábulas, contos maravilhosos, lendas,
histórias do cotidiano... até biografias romanceadas, romances históricos,
literatura documental ou informativa. (COLELHO 2000 P.46-47)
Os
contos de fada, os contos maravilhosos, as lendas encantam, comovem, lançam Mao
do sobrenatural, do mágico para criar representações simbólicas e educam
indiretamente. Diante disso devem, pois ter presença constante nos trabalhos
escolares, principalmente nas séries iniciais. Mas sem pensar em um resultado
pedagógico automático. A importância maior está no prazer que os contos,
fábulas e lendas despertam.
È
muito importante para as crianças as situações de interação, contato e manuseio
de materiais escritos para sua evolução e aprendizagem da leitura. Mas, será
ainda mais enriquecedor se o manuseio for com histórias de literatura infantil,
pois os desenhos maravilhosos implícitos são como um convite que fascina a
criança que é chamada a atenção pelas cores, proporcionando-lhe interesse e
prazer, como se vê na figura 6.
A LITERATURA INFANTIL E
A ESCOLA.
É relevante enfatizar
que cabe ao professor selecionar muito bem as histórias que irá contar a seus
alunos. E é necessário que através do diálogo, se descubra os gostos
individuais da criança, para que dessa maneira se tenha êxito e sucesso na
indicação de uma obra.
No mundo da
globalização em que vivemos, quanto mais lemos, mais assimilamos o novo, por
isso, tanto quanto a alfabetização, o letramento dos alunos é importante para a
conquista da cidadania. É interessante salientar o que disse a autora Ana Maria
Machado, numa entrevista dada à revista Nova Escola em setembro de 2001: “É
preciso ensinar aos alunos a beleza da língua e reafirmar a noção de que o
livro é um amigo que está sempre do nosso lado. Ler é gostoso demais. Por isso
é natural que as pessoas gostem”. (MACHADO - 2001)
As
fases do desenvolvimento infantil, consideradas pela leitura, constituem-se um
critério a ser observado para a seleção dos livros infantis, cabendo à escola e
em especial ao professor, o compromisso de aproveitar toda produção literária e
o abrir mão de trabalhar somente com livros didáticos.
O
professor deve estar atento também ao tipo de leitor que se quer formar. E como
foi citado anteriormente, desde cedo, é preciso formar um leitor que tenha um
envolvimento integral com aquilo que ele lê. Mas para isso é preciso ajudá-lo a
sentir liberdade e prazer ao estar lendo.
No
entanto, percebe-se que pode não ser fácil formar esse tipo de leitor, pelo
fato de a escola às vezes, exigir muitas situações no sentido de cobrança,
contudo, o professor deve sensibilizar o aluno de forma a fazê-lo acreditar que
o livro é o caminho para encontrar prazer, descobertas, lições de vida e que
pode utilizá-lo para desenvolver a capacidade de pensar e crescer. Susana Vargas
completa quando diz que: “Tratar leitura como uma atividade artística, talvez
seja a forma de não vacinar as crianças contra ela...” (VARGAS - 1993 p. 55).
Sendo
assim, para que se consiga sucesso, pode se utilizar as obras literárias para
promover situações gostosas e significativas como intercâmbio cultural,
trabalhos em grupos, debates, dramatizações, dentre outras muitas formas de se
trabalhar a Literatura Infantil com criatividade, fazendo com que o aluno
sinta-se como sujeito atuante, que se sente liberdade, prazer e gosto pela
leitura e com certeza sentir-se-á também orgulhoso e valorizado por participar
desse processo.
CONSIDERAÇÕES
FINAIS
A
autêntica Literatura Infantil não deve ser feita essencialmente com intenção
pedagógica, didática ou para incentivar hábito de leitura. Este tipo de texto
deve ser produzido pela criança que há em cada um de nós. Assim, o poder de
cativar esse público tão exigente e importante aparece.
Desta
forma, acredita-se que as considerações aqui mencionadas permitiram mostrar o
quanto é importante o uso da Literatura Infantil com seu caráter lúdica que
proporciona à criança questionamentos, desperta sua imaginação, desenvolve sua
criatividade e também o seu espírito crítico. Em suma, é ela que auxilia a
criança no conhecimento de mundo e de si mesmo, ampliando-lhe os horizontes.
É
preciso que a criança tenha contato prazeroso com a leitura, pois, elas fazem
leitura antes mesmo de aprender a ler. É o que diz a teoria de Emília Ferreiro:
“A criança antes de ler letras e palavras, ela ler desenhos. Só depois descobre
que existem símbolos para esse fim”. (FERREIRO - 2001)
A
leitura é vivenciada pela criança antes mesmo dela saber o que vem a ser a
mesma. Como a criança traz seu próprio conhecimento, percebe-se que a vivência
com livros infantis se torna aprendizagem significativa no decorrer de sua
vida. Daí a importância de se disponibilizar obras literárias, e de preferência
Literatura Infantil, ao alcance das crianças, pois assim a curiosidade e
acessibilidade vão fazer com que elas descubram o quanto é importante e gostoso
a vivência com a prática da leitura, tornando assim um hábito sadio.
Assim
como a família, a escola e os professores têm um papel importante no
desenvolvimento da leitura e no gosto pela mesma, pois o professor pode
influenciar os alunos com seus próprios atos e hábitos. Além de se usar o
imaginário do aluno, o professor tem que envolver o aluno na trama, para isso,
é necessário que ele saiba que a escola é o lugar natural de leitura, que é na
escola que o aluno percebe a importância do hábito de ler.
Contudo,
espera-se que o professor ao trabalhar a leitura através da Literatura
Infantil, consiga obter êxito de forma gradativa, formando leitores
competentes. E que a Literatura Infantil possa ser um caminho para a prática e
o prazer da leitura, tornado-a fecunda durante toda a vida.
Assim
sendo, podemos dizer que se a criança for estimulada e incentivada pelo adulto,
esta terá mais sucesso. E se esse contato com obras literárias for em boa parte
com a Literatura Infantil, que é adequada para a idade infantil, o gosto pela
leitura irá se tornar com certeza num hábito prazeroso que se levará para toda
a vida.
Como
já citado, o Maravilhoso sempre foi e continua sendo um dos elementos mais
importantes na literatura destinada às crianças.
Considera-se
que é nesse sentido que a Literatura Infantil e, principalmente, os contos de
fadas podem ser decisivos para a formação da criança em relação a si mesma e ao
mundo à sua volta. O que as crianças encontram nos contos de fadas são, na
verdade, categorias de valores que são perenes.
A
área do Maravilhoso, da fábula, dos mitos e das lendas tem linguagem metafórica
que se comunica facilmente com o pensamento mágico e natural das crianças.
Contudo
o que foi citado espera-se ter deixado clara a importância de se apresentar a
Literatura Infantil não só às crianças, mas também aos adultos. Pretendeu-se
mostrar que a Literatura Infantil pode ser um caminho para se obter um hábito
prazeroso para a prática da leitura, basta usar da criatividade e vontade de
fazer com que esse gênero tão agradável possa fazer parte da vida das crianças
e de quem quiser participar de histórias maravilhosas, desenvolvendo a
oralidade e a imaginação, pois quando se Lê uma obra desse tipo, as pessoas
tendem a recontá-la depois.
Portanto,
conclui-se que além de alfabetizar, divertir e prender a atenção do leitor, a
Literatura Infantil também educa.
REFERÊNCIAS
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“A Literatura Infantil” [on line] Disponível na internet via WWW URL: http://www.graudez.com.br/lifint/origens.htm.
Capturado em 27/11/2008.
CRISTIANE
MADANELO DE OLIVEIRA.
“A Importância do Maravilhoso. A Literatura Infantil” [on line] Disponível na
internet via WWW URL: ttp://WWW.graudez.com.br/litinf/marav.htm.
Capturado em 27/11/2008.
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FERREIRO, Emília.
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FREIRE, Paulo. A
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PIAGET, J. A
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significativa. Porto Alegre: Artes Médicas Sul LTDA, 1999.
VARGAS, Susana.
Leitura: uma aprendizagem de prazer. Rio de Janeiro: José Olympio, p. 14, 1993.
[1]
Graduada em Pedagogia pela Fundação Universidade do Tocantins - UNITINS. Atua
como professora de Educação Infantil a doze anos na rede municipal de Educação
do município de Araguaína Tocantins.
[2]
Graduada em Pedagogia pela Fundação Universidade do Tocantins - UNITINS. Atua
como professora de Educação Infantil a oito anos na rede municipal de Educação
do município de Araguaína Tocantins.
[3]
Graduada em Normal Superior pela Fundação Universidade do Tocantins - UNITINS.
Atua como professora de Educação Infantil a quatorze anos na rede municipal de
Educação do município de Araguaína Tocantins.
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